terça-feira, 3 de maio de 2011

Me ajuda?

Deus me livre da busca infinita e impiedosa. Deus me tire desse lugar, desse buraco que não comporta minha vontade. Que a maior das forças de expressão me deixe forte pra continuar me deixando forte. Que eu minimize as recaídas, e que quando elas vieram, deixem um esfolado facilmente resolvível. Que a intolerância seja com os meus erros, e só com eles. Eu poderia dizer que não mereço pedir nada, mas eu poderia dizer quantas vezes tentei ser melhor pra mim e para eles. E por tudo o que dizem, eu poderia afirmar que serei atendida.

Que Deus me entenda.

Vivamos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Clap clap clap

Eternamente, jamais manterei os olhos intactos diante de alguém que perdeu a mãe.

Pra mim, não há tristeza mais dolorida que a de ver os que precisam juntar os cacos e sorrir e andar e produzir enquanto é dia, pra de noite chorar a verdade na cama.

Pra mim, são tocantes os que conseguem.

Mas por mim, poria tudo no colo e traria o ninho indissolúvel do mundo da lua pra perto.

Vivamos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011


Controlar a raiva pra quê? Nunca adiantou nada tentar se equilibrar nas próprias ondas, se ajustar na mesma reta, andar lado a lado, oferecer a mão, o pão, nada. E nem nunca vai adiantar, nem comigo nem com ninguém. As pessoas são mais fortes que as coisas boas que fazemos por elas. Elas são ruins o suficiente pra esquecer tudo quando lhes convem. Eu, essa agora.
Depois de todas as risadas, as esperanças e as palavras trocadas, a vida vai continuar a mesma. Nem melhor nem pior. E se melhor fica, muitas razões além teria.
No fim, é tudo a mesma coisa.

Pro inferno!

segunda-feira, 21 de março de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E gozar daquela nostalgia era a forma mais silenciosa, cruel e tola de machucá-lo. Por vingança à dor que lhe causou à própria paz.

E enfia a crase no cu.

Vivamos.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sim, é fato que alcei o voo cedo. Naquela época, tudo era mais fácil, a despeito do que pensavam. O dinheiro era muito mais curto e rendia incrivelmente mais.
O fim de semana era muito mais solitário mas se agigantava diante de mim.
O apartamento, menor, era um templo. Oficial residência. Um senhor lar.
O descanso era mais bem aceito. Mais bem vindo. Nunca pensei que dormir era perda de tempo. E eu emendava até 16 hs num soninho profundo e relaxante. Ah, que tempos jovens...

Tudo sempre parece se encaixar. É uma engrenagem que funciona. Quando jovem, não se tem carro, mas há um bom fígado que sustente a espera da carona. Não há vínculo romântico, mas há a espera da noite de sexta como se ele fosse chegar naquela noite.
No meu caso, ele chegou mesmo...

E de lá até aqui, páginas diversas escrevi. Muitas e muitas. E hoje eu estou lembrando de tudo e tentando me recolocar em mim. Não que não seja fácil. Não que esteja em conflito.
Mas estou.

Queria ser criança de novo. Mas queria ser os meus próprios pais. Sentir o gosto de novo de precisar de tão pouco pra ser feliz. Quase nada mesmo. Uma noite quente e pacífica já era muito suficiente.

Saudade, talvez...

Vivamos.