sábado, 14 de junho de 2008



















Fim de filme água com açúcar. O resultado.

"Os inícios metem medo e os finais, normalmente, são tristes. O meio é aquilo que realmente importa".
Passou por dentro outro filme, numa cama confortável, com as luzes certas acesas e um corpo que só queria ficar deitado. Ele mostrou os que conheço desde sempre. Os que só conheci porque quiseram que isso acontecesse. Ele me fez chorar. Ele até me mostrou que estou sozinha agora, mas que não me sinto assim. Ele até me mostrou que é fácil se achar sozinho, mas que você só deixa cair lágrimas quando vê que, por mais que volte, não encontrará mais ninguém. Enquanto houver chance em rever, ninguém está só.
"So let me out"...
Porque eu não sei até quando vou poder voltar e ver vocês lá. Mas assim é a música. Vocês também não sabem até quando estarei aqui e, no entanto, esperam que eu vá. Sempre.
E eu vou. Seja para sorrir um sorriso com vocês ou jogar uma rosa que cai no embalo de outra lágrima.
"So let me out"...
Onde quer que eu esteja, nada vai me impedir de amá-los. Ainda que não sintam. Ainda que não vejam. Eu não estou sozinha. Mas não estou mais com vocês. E talvez seja assim... a tal da vida que há uns anos me deram. A tal da vida que ainda tento entender se foi feita pra ser entendida.
Estou bem. Eu acho que as coisas estão indo, por mais estagnadas que estejam. Por mais que minha gaveta me envergonhe. Por mais que tudo mais.
Nada disso importa.
Eu amo vocês. Mas o filme me fez chorar.

Vivamos.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Quarta-feira.

Eu detesto admitir, mas é a vigésima oitava vez que entro aqui, começo a escrever e apago sem nem direito a um rascunhinho nos meus documentos.
É, talvez minha vida literária tenha chegado ao fim (comovam-se, por favor). Talvez tenha esgotado os temas. Mas ainda não vou falar que enjoei de escrever. Afinal, é uma das poucas paixões. E é paixão.
E por falar em paixões, um (querido) amigo me relembrou esses dias o que eu pensava sobre o assunto há uns meses atrás. "Imune". Imune. Imune!
Quem dera fosse ou quem dera não seja?
A menininha que antes escrevia no word, pra realmente ninguém ler falava mais da vida. Botava mais vida nos textos. Tinha mais coisas a falar. Mais descobertas a serem palavreadas. E quando eu entro pela vigésima oitava vez no que virou blog e saio dele apenas lendo o último post, me sinto mais vazia. Pobre.
E, no entanto, a vida não parou. Ela está aqui, mesmo sem eu ter pedido, ela está aqui e alguma coisa me diz que estou vivendo. Onde foram parar minhas palavras então? Onde estão minhas almas desvendadas? Elas estão?
Oh, amigos... estou triste. Eu não sei mais escrever. Eu não sei mais transcrever. Logo agora... logo agora que eu sinto tanto. Algumas partes de mim adormecidas. Outras partes radiantes. Outras choronas. Outras medrosas. Outras "vamos à luta". Mas é... já deu pra perceber que fiquei demasiada explícita. Não gostava do formato, mas agora está bom. Por ora, aqui, sentada, cansada, sozinha, está me fazendo bem. E já que tudo fugiu pela segunda vez na minha história blogueira do padrão "vivamos" de ser, vou continuar e dizer mais algumas coisas.

Uns dias tão estranhos, uns dias tão bons, uns dias tão vividos, se isso for viver. Umas esperas tão imaginadas, umas alegrias tão fortes. Estou apaixonada. E confesso... ainda há medo em dizer isso, assim. Quebrar os conselhos de papai, para que "não mostrasse a bunda". Mas ah, pai... se for isso que trouxer o arrependimento, então melhor que saibamos logo à quem estamos entregando os sonhos, não? E aí viria uma puxada pelo pé no chão, um certo zelo e eu terminaria dizendo: "Entregando, não. Dividindo. Talvez emprestando. Alugando. Confia em mim, pai."
Ai, ai...
Amanhã é quarta. Quarta nunca costumou ser um bom dia pra mim. Eu ainda me lembro que as aulas de Matemática na sexta série eram nesse dia. Agora todo dia é quarta pra mim. É como a segunda pra vocês, talvez. Acordar e todos os dias ser segunda. Tipo pesadelo. Tipo inferno mesmo. Mas eu vou esperar a quinta. Eu vou lutar por ela. Depois disso eu vou acordar numa dessas e encontrar uma mão já acordada no meu cabelo. Eu vou.
Antes de "publicar postagem", só quero agradecer aos meus fiéis leitores, que nem sempre devolvo com comentários tão bons quanto os que recebo, mas que sempre são lidos. Dividir umas palavras com vocês é tão bom quanto escrever. Ler o que escrevem é tão bom quanto ser lida por vocês. Apetece.
E pra arrematar, um pouquinho de palavra pra alguém que já me pôs pra chorar hoje...

Vivi, linda. Pode ser que nada mude, mas se mudar, será pouco. Ainda assim, quero registrar que você é uma das melhores pessoas que eu conheço. Sempre achei brega dizer isso, mas você é minha melhor amiga. Prezarei sempre." =~ "

Enfim... vamos escovar os dentes e descansar pra amanhã trabalhar. A vida. As minhas quartas. Por um mundo melhor. Que venham as quintas.

Se segura, malandro.

E, vai... vivamos!!

sábado, 31 de maio de 2008

E no fundo eu sei que em nada posso confiar além das coisas que me formam...
Porque no fim eu sei que vou voltar ao velho pensamento, quando a velha angústia sufocar lá dentro...
Mas na hora eu vejo, quando cair me queixo...
Não é agora, não tem história, não faz memória... então vai lá, vai caminhando, vamos andando e as pedras jogando...
Até sorrir assim. Até chegar ao fim. Até morrer por mim.

Brindar à quê?

sábado, 24 de maio de 2008

Eu mudo a luz de lugar, eu mudo tudo. Somem os velhos reflexos. O que estava escuro já posso ver. A casa é outra. O sentimento faz mais sentido agora.
E o que mudou aqui?
São os mesmos que me falam. Os mesmos que me olham. Só não os mesmos que me encostam. Que me respiram. Não são os mesmos. São bem diferentes.
Sou a mesma que já fui. Diferente da que já era. O que eu quero mudou de lugar. Apaguei a luz. Acendi os olhos. Encostei os lábios. Tranquei as portas. Aumentei o volume.
Perdi a hora.
São os dias que falam, as horas que passam. Não vou pensar, não vou mudar. Vou esperar que o mundo resolva tudo por mim. Estou cansada e não quero me mexer agora. Entrego à vida o que ela me entregou. Devolvo daqui, do mesmo lugar. Sentada. Porque estou cansada e não vou me deitar.
Apaga a luz. Eu preciso enxergar.
Fala mais alto. Eu preciso escutar.
Grita mais baixo. Eu não estou pra lutar.

Vamos. Vamos.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Tempo, tempo... não peço muito, não sonho que faça esquecer, mas uma faísca de aceitação já faria luz.
Sonho, sonho...
No meu mundo particular, onde reservo-me o direito de sofrer em paz, de chorar até a cabeça pedir "pára, pelo amor de 'deus'", vou vivendo.
Vive comigo aquele que entende.
Então mata de novo! Vamos lá, Sr. pesadelo! Passa por cima e esmigalha tudo! Mata tudo! Mais uma vez que ainda não deu pra morrer! Vamos!
Por todos os dias que eu viver, pra cada minuto que eu pensar, lá estará tudo de novo. Pra cada terror que eu sentir, lá estarão aquelas caras! Meus monstros. Malditos. Odeio todos vocês.

Morram tanto quanto me mata(ra)m!

sábado, 3 de maio de 2008

Desabafo

Ah, o Orkut!
Visitando alguns profiles fofos e cheios de florzinhas, borboletinhas e comunidades que "amam muuuuito", senti-me no direito de dar voz à minha falta de "mulherzinhice". Ctrl C - Ctrl V num texto típico e pronto! O direito está exercido!

E o texto é:


"Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa." - Não, muito obrigada. Eu quero o que me ache linda, me ache gostosa e deixe isso claro. Porque eu sou e ele sabe.

"Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele." - Fofuxa, não desligue o telefone na cara de seu macho. Você não "ama muuuuito?" Ah, nãão... ele falou que seu cabelo estava estranho?! Então, ok, ok... desligue então. Joga seu charme, lindona!


"Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo." - Querido. Tem n formas de você ouvir as batidas do meu coração apaixonado. Então encosta essa cabeça nos meus peitos, ..., e escuta. Agora, se quiser dormir, então durmamos os dois! Em caso de insônia, o chá fica na segunda gaveta a direita.


"Espere pelo homem que te beije na testa." - Tá, e depois?


"Que queira te mostrar para todo mundo." - Que me esconda de quem não presta e reserve minha imagem à quem interessa.


"Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele." - E diga: tô comendo!


"Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem." - Amiga, você quer um homem sincero? Então vá retocar esse olho borrado!


"Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quão sortudo ele é por estar ao seu lado." - Aquele que me faz pensar em todas as coisas, afinal: ele é foda e só por isso está ao meu lado.


"Espere por aquele que esperará por você... aquele que vire para os amigos e diga: é ela!" - "É ELA! TÔ COMENDO!"


Aos homens: refinem a seleção.

Às mulherzinhas: 's2' (argh!)

Às mulheres: nada a desejar. Elas sabem o que tem que ser feito.

Vivamos!!!


Desce mais um

Pronto! Acabo de tomar a dose diária do veneno de olhos verdes e cá estou: pronta!
E é, amigo... entraste em má hora. Mas como veio, foi. Veio apenas trazer uma palavra de conforto quando pareceu adivinhar (mais uma vez) meu momento. Meu problema. Meu (sado)masoquismo.
Porque todas as palavras que não sairam dos meus dedos foram fracas. Nenhum sorriso foi sentido, quiçá esperado. Quiçá. Quiçá querido, quiçá adorado.
Abre essa porta e deixa ir!
E já não sei mais se falo isso ao leitor, ao próprio autor, ou à donzela do pudor! Já não sei mais se o consolo diluiu, se a vontade passou, se o tremor quebrou. Tarde demais pra pensar...
O que eu escuto agora não é o que contorna os lábios. Era pra ser?
Mais um copo, por favor! Mais um copo porque estou ficando mole demais.
Mas... tarde demais. Se eu não tivesse 23 e houvesse algum entorpecente correndo no sangue, muito mais fácil seria. Mas não trabalho com hipóteses nulas. Logo... decorei.
A segunda dose do veneno tem eficácia inegável. Se não se matar com a primeira, amigo, estufe o peito, levante o copo e beba o segundo! É tiro e queda.


Vivamos (ou não)!